domingo, 1 de janeiro de 2012

Eu não acredito em nada disso.

Eu queria sinceramente acreditar nisso tudo. Seria mais fácil, mas não seria eu. Não sei se com todo mundo é assim, mas às vezes me sinto fora do lugar como se boa parte das coisas que me apresentam não fizesse sentido. Já houve tempo em que ficava assustado, que entendia que precisava me adequar ao todo, que tinha que ver sentido no que me parecia sem. Hoje sei que não é isso, é quase que um impulso de vida para a criatividade, para a construção do novo, tem gente que é dotado disso e eu me sinto um desses. Não como alguém especial, todo mundo tem isso, mas sinto isso forte em mim. Se for bem utilizado esse potencial de criação pode ser maravilhoso, mas se suprimido, como vim fazendo há bastante tempo, pode trazer depressão, angustia e sensação de não pertencimento ao mundo. O que sinto é que esse ano será um ano de criação onde deveremos caminhar para a frente, assumindo as responsabilidades por aquilo que se constrói. Como já havia dito, não sei vocês mas eu estou cansado do velho. Feliz 2012.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entre a Gaiola e a (i)moralidade.


A Imagem acima foi postada no facebook, seguida do seguinte comentário:

“EU VI LI, MAS AINDA NAO CONSIGO ACREDITAR QUE ISSO POSSA SER VENDIDO SEM RESTRIÇÕES, IMAGINA A PRÓXIMA GERAÇÃO... PREUCUPANTE (sic)!!!”

O comentário citado foi seguido por tantos outros falando sobre moralidade, infância, falta de vergonha, desrespeito a mulher, valores e bons costumes, todos assuntos importantes de serem discutidos e avaliados.
A sexualidade e os conteúdos que a ela se referem estarão sempre ligados ao ruim, ao pecaminoso e ao imoral, sendo qualquer expressão dela pura e extintiva (sem ser amortecida pelo romance, pelo amor) causadora de repulsa, angustia, medo e uma série de outros sentimentos e sensações desagradáveis. Por isso são entendíveis os comentários e a preocupação dos usuários da rede social.
O sexo e a sexualidade, apesar de fazerem parte de todo processo de crescimento e amadurecimento do sujeito como escreveu Freud em “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, fazem parte do mundo adulto e são eles também ( os adultos) responsáveis por orientar as crianças e adolescentes com relação ao tema não permitindo o acesso informações que julguem não pertinentes para aquela faixa etária, não cabendo ao artista esta responsabilidade. A expressão artística (goste você esteticamente dela ou não) não deve ser julgada moralmente. Proibir uma expressão é tão ruim quanto tentar barrar a corrente de um rio afim de que o mesmo pare. Pode funcionar em curto prazo, mas teremos sérios problemas quando a barragem não agüentar a pressão da água. Se ela canta músicas com conteúdo sexual, existem pessoas que gostam e se expressam através dela. É gentil da nossa parte ouvir o que a massa está dizendo e pensar eticamente no conteúdo que está sendo passado. Julgar e desesperar-se não possui nenhum efeito prático. Cabe-nos também refletir o porque tal conteúdo nos afeta tanto.
O mais importante ao final, é lembrarmos que o moralismo, os valores sociais hiper sólidos e a falta de respeito com a expressão do outro são muito mais causadoras de morte e sofrimento que qualquer conteúdo sexual expresso artisticamente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Apenas para voltar a escrever

Hoje recebi a catarse emocional que tanto precisava. Parece que os desejos foram alavancados. Por alguns instantes me mantive inerte, como qualquer ser quando tem sua intelectualidade e criatividade posta a prova. Precisava de uma mexida como a que recebi hoje. A minha sensibilidade como sempre muito forte sempre me avisa das coisas que estão por vir e meu ceticismo não me permite acreditar. Mais uma vez um tapa na cara. E uma sacudida para que eu acorde e consiga seguir o meu caminho.
Não sei vocês, mas eu tenho a impressão de estar sempre na contramão das coisas. Como se o mundo inteiro tivesse vindo contra. Não digo o mundo “mundo” mas as energias do mundo. Obviamente as energias contrarias que por alguns instantes parecem ser maiores que as favoráveis.
Quem vai na contramão do mundo precisa ter força que confesso muitas vezes não tenho, mas é preciso seguir.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Acordei meio assim

Não façamos da vida algo supérfluo e sem futuro. Não caiamos na tentação do prazer hedonista como desculpa para viver nadando por cima do mar das emoções. Só no profundo da alma é que se encontra o que temos de realmente valioso. Todas as outras coisas perdem sua importância quando estamos na nossa alma. Ficamos surdos para o mundo e conseguimos ser felizes quando enfrentamos o medo de nós entregarmos aos desejos profundos.
É assim que pode ser. Assim deve ser. Assim é a verdade de ser. Acordei assim e que assim seja.



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Um texto de auto defesa

sobre os assuntos mais diversos dizem-me defensor do tudo pode. Meu discurso nunca foi esse. Muita coisa não pode. O que traz essa idéia é a forma de pensar sobre as coisas e a exposição em palavras. Nada, absolutamente nada pode ser generalizado. Não sou compreensivo, zen budista, psicótico, bicho preguiça. Sou alguém comum e que facilmente (muito) irrita-se. Principalmente com discursos moralistas e chatos. Esses tem grande poder de me incomodar.

Os mais liberais muitas vezes são os mais moralistas. Importam-se em demasia com a moralidade alheia. Se a moral é chata, a moral de obrigatoriamente ser imoral (ou amoral) é mais chata ainda. É como se fosse moral multiplicada por 4. É moda e bonito ser livre, beijar quem quiser a hora que quiser, consumir o que desejar, gritar que é feliz e que vá para bem longe os bons costumes, isso tudo é muito válido. Mas e aqueles cidadãos que desejam ser moralmente “horados” que sonham em ter um bom emprego, um casal de filhos e um carro para levar sua família aos fins de semana no zoológico para alimentar macacos, seriam esses chatos só por assim serem? Por mais liberal que sejam esses seres “honrados” não me incomodam só não me faz diferença suas pompas e honras. As acho chatas. Mas confesso as vezes invejar quem tem um pensamento mais moralista e consegue viver dentro dos valores sociais vigentes apenas vendo a revolução de valores acontecer. Seria mais simples e não precisaria me defender pela forma de pensar aglutinadora de idéias e abrangente. Não precisaria me expor e poderia aguardar em paz dentro da minha fortaleza pessoal. Nesse momento faço parte da inquietude das idéias revolucionarias e é essa a minha defesa.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Guerra nas estrelas



Há muito não escrevo aqui, e como sempre pretendo voltar a escrever com mais freqüência, mas os 140 caracteres do twitter tem me deixado viciado em textos mega curtos e desconexos. Preciso conseguir administrar as duas ferramentas.

No meio de muitos temas que apareceram nesses últimos tempos um me chamou a atenção, a agressão contra jovens homossexuais em São Paulo. Não pretendo aqui falar sobre homofobia e direito civis dos homossexuais ( Não porque não julgo importante, mas porque pretendo falar sobre isso em textos diferentes). O que pretendo expressar é o meu não entendimento do porque alguém aparentar ser homossexual mereça levar um golpe de lâmpada fluorescente no rosto sem chance de defesa. Que medo é esse que faz com que um jovem rapaz reconheça no outro o rosto ameaçador do inimigo que merece ser derrotado?

Ao ver a cena da AV Paulista me veio em mente cenas do Filme “Star Wars” onde herói e vilão lutam com seus sabres de Luz. Uma luta mais justa e com mais objetivo do que a da Paulista. Nela vilão e herói possuem armas e sabem muito bem cada qual o seu papel. Em São Paulo, o vilão achou-se herói e dentro do seu heroísmo acreditou ser o melhor para o mundo deferir um golpe com seu sabre de luz improvisado no rosto do inimigo. “Exterminei o inimigo e ele nunca mais será como antes, nunca mais ira mostrar sua face Maculada e pecaminosa no meio dos bons mortais”. Pensou o agressor.

Luke em Star Wars não sabia, mas o inimigo contra quem tanto lutou (Darth Vader) era na verdade seu pai Anaquim ou seja aquele inimigo ameaçador era na verdade 50% da carga genética que ele possuía, metade do material Genético que havia dentro do seu corpo. Deferir um golpe contra aquele vilão, era como matar uma metade sua, metade a qual ele não queria ser apresentado ( Quem não tem medo dos seus vilões).
A quem o jovem quis atacar? Ao rapaz desconhecido ou talvez a uma parte sua sombria e fantasiada de vilania?

Sem querer cair na falácia de que todos que apresentam posturas contra a homossexualidade são homossexuais enrustidos (pode ser mas não é sempre e acredito que não seja a maioria) Mas todos nós temos um pouco de cada coisa que existe no mundo na nossa formação de personalidade. O desejo é um só. É uma potência única que se molda e se expressa através do que adquirimos como simbolização e linguagem.

Ao colocarmos no lugar de sombrio nossas próprias coisas faz com que expressemos de modo agressivo contra o semelhante aquilo que em nós rejeitamos.
Como nós disse o maravilhoso e talves o maior estudioso da alma humana de todos os tempos o psiquiatra Austríaco C. G Jung : "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão sobre nós mesmos."
( Carl Gustav Jung )


E então quem é o seu vilão?

domingo, 10 de outubro de 2010

Todas aquelas coisas que deveriam ser ditas ao inves de escritas (Ações talves)

Já lí todos os Sartres que me dizem Ser o nada. Se sou Tudo aquilo que nunca sei nunca fui aquilo que sempre soube.
O espelho é uma mentira que se torna verdadeira pelo sarcasmo literário do mundo.
Nunca bebi cachaça pura do alambique. Que bom! Moço Sempre fui bom moço. Nunca fumei aquele negocio que os maus. Moços. Fumam ( quando mau moço, depois do almoço). Sempre fui bom. Para o espelho. Lado de fora da mentira de ser agente. Agente da passiva, da ativa, da militância. Há gente que sente, que deveria estar contente. Comumente vejo gente que sente e finge que não.
Eu sei, eu sei que deveria estar contente. Se eu que sou são não consigo ser constante. Quem é maluco beleza diz com certeza que tem “ uma porção de coisas grandes para conquistar e não pode ficar ai parado”. Estou me movendo.