sexta-feira, 5 de março de 2010

Vamos dar uma espiadinha?

Relutei um pouco para escrever um texto sobre Big Brother Brasil. Achei invasivo e desnecessário usar este espaço para falar de um programa de tv. Ignorância minha . A cada momento passado percebi a capacidade que esse programa tem de mexer com as emoções do público, inclusive as minhas.

A cada dia que passou a minha visão foi se distanciando do grande publico, o que não é novidade. Foram formando-se vilões, heróis, personagens secundários, figurantes de uma forma bem diferente das quais eu enxergava. Os meus favoritos foram saindo e os que menos me agradam foram ficando, nada que me surpreenda. A minha surpresa foi a tamanha emoção gerada nesta edição. Talvez pela forma como foi construído, como foram estabelecidos os papeis. Qualidades interessantes foram afogadas, pequenas coisas foram supervaloradas, falsos moralismos e julgamentos duvidosos foram empregados, estranhos favoritos surgiram e vilões não muito convencionais também.

A figura do vilão neste momento está sobre o menino mais pueril que já vi em todas as edições do programa. Sim ele é chato as vezes, mas que mal há nisso. A quantidade de pessoas as quais ouvi dizendo odiar o tal participante é enorme. Quanta emoção dirigida a um programa de entretenimento. Quantas coisas boas deste e dos outros participantes poderiam ser vistas e não são. Talvez comportamento que agente tenha normalmente e isso é muito perigoso.

Já o herói até o momento está na figura de alguém que não corresponde a minha imagem de herói, mas passa um pouco distante de um grande vilão.

Para Carl Jung, grande psiquiatra e pensador suíço, o que nós incomoda no outro tem grandes chances de ser o conteúdo não aceito em nós, logo uma sociedade que odeia uma possível imaturidade de um participante seria uma sociedade emocionalmente imatura? A mim não restam dúvidas da resposta.


Por fim cabe uma reflexão. Onde está o nosso herói e a nossa imaturidade? Onde está nossa coragem, nossa inteligência, nossa beleza, nosso colorido ou nossa aparente força Dourada. Onde está nossa verdadeira vocação para com a diversidade tanto nossa quanto a dos outros? Se agente não sabe, está na hora de procurar. Antes que ultrapasse a barreira do monitor.

2 comentários:

João disse...

dourado rules uahhahuhauhauha... zoa lek

Dourado Maroto Travesso disse...

FORÇA E HONR