Uma Palco vazio. Uma Explosão. Jogo de sons, luzes e cores. Eis que do teto surge uma mulher envolta em brilho, que antes de tocar o chão é amparada por negros e fortes bailarinos e começa a cantar. É como se todos os presentes naquele mini mundo servissem para adorá-la. Como se tudo que acontecesse ali fosse para chamar atenção para ela. Nada estranho, quando a imagem supra descrita é de mais um show de Madonna. Uma mulher acorda. Ao fundo a musica tema de “Uma Linda mulher”, bailarinos dançam e a suspendem no ar caminhando com ela até o banheiro. Um maquiador e um lindo vestido de paetês a aguarda, Para que ela arraze no seu dia de trabalho. Um homem chega em casa. Explosões de fogos de artifício são ouvidas. Todos de sua residência vem ao seu encontro fazendo uma bela coreografia e lhe entregam um presente. Em coro cantam uma música, enaltecendo como é bom ter um pai como aquele que acabara de chegar. Muito estranho quando a imagem supra descrita não é de um show de Madonna.
Sem fogos, luzes e coreografias. Assim será a vida de quase todos os mortais. No Maximo uma saidinha para uma boate, uma dançadinha no aniversario da prima, mas nada comparado a um mega show, onde todas as atenções são voltadas para o astro. O mundo não é voltado para o nosso umbigo, as coisas não giram ao nosso redor e as luzes não estarão sempre viradas para nossa face. E como é chato sabermos disso.
É importante sabermos que não somos reis de nada que não da nossa própria vida. Não precisamos estar sempre em movimentos coreografados, usando a melhor roupa, vendo os melhores filmes, numa angustiante busca por chamar atenção por algum motivo que nem sabemos qual. Percebo que cada vez mais estamos ficando vazios dos nossos valores e para isso precisamos sempre “Maddonisar”. Em todo lugar o que mais se vê são pessoas com Celulares, I-pods e “não podes” nos ouvidos escutando sua pseudo trilha sonora, trazendo algum som para sua vida que segundo os ditames da sociedade atual anda meio sem brilho já que para viver precisamos causar alvoroço na padaria, fazer um clip de “Who Let the dogs out no pet shop” , entrar triunfalmente ao som de Evanescence no enterro da vizinha, chorar na chuva pelo termino do namoro. Não basta sermos simplesmente humanos, temos que ser “humano stars”.
Um professor legal é o que sobe na mesa e faz performances, um médico legal é aquele que desenvolveu uma técnica nova de atender dançando lambada, um cabeleireiro legal é aquele que não só corta seu cabelo quanto sapateia e imita a Carmem Miranda. Pessoas simples, não cabem na sociedade atual.
Porém tranqüilize-se, existe prazer na simplicidade. Sair de casa, trabalhar, visitar seu amigo, beijar na boca, assistir dvd, contar piadas podem ser coisas prazerosas sem precisar de holofotes e musica de fundo.
Imagine. O Despertador toca ao som de dance music, seus pais levantam fazendo uma linda coreografia. Sua empregada chega, e limpa a casa vestida de Britney Spears e de quebra sua avó resolve entrar no agito e faz as vezes de bailarina, e por fim sua namorada resolve visita-lo de um modo surpreendente, desce pelo teto pendurada em um cabo de aço vestida de mulher gato. Tudo isso as 7:00 da manhã de uma segunda feira. Imaginou? Pois é, agradeça aos céus. Você não é a Madonna.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A vida imita a arte
A Vida imita a arte. A arte imita a vida. Ou será que a vida e a arte não são coisas tão diferentes assim. Comecei a pensar nisso após lembrar-me do primeiro filme que assisti no cinema, Alladin de Walt Disney. Esse filme me acompanhou durante bastante tempo, já que logo depois de assisti-lo no cinema, meu pai comprou o VHS, e eu como toda criança assistia repetidas vezes.
O que me faz pensar sobre o filme hoje, está um pouco distante do entretenimento das imagens dançantes que me faziam ficar parado no ápice dos meus 5 anos. Percebi que as vezes me vejo como cada personagem do filme. Um herói pobre como Aladim, um Gênio, como o Gênio da Lâmpada, um tolo como o Sultão, amalgamo entre o doce e o hostil como Jasmine, um macaco de circo, como Abu, e até um feiticeiro Vilão como Jafar. Causou-me estranheza, quando percebi o quanto é difícil se ver vilão. Ser o Herói, o sábio, o amigo, e até o tolo é confortável. Imaginar-se vilão causa-me um incomodo absurdo.
O vilão é sempre o personagem odiado. Quase sempre um narcisista, que não importa-se com os outros, e deseja tudo que há de melhor para ele. Usa todos os outros personagens, para a satisfação dos seus desejos. Detentor de um grande poder sobre o herói, seja por ser um feiticeiro, ou até mesmo ocupar um cargo social elevado na história.
Confesso. As vezes tenho desejo de vilania. Não ser vilão a ponto de querer o mal do outro. As trapaças e maldades que desejo, são contra a minha porção “herói pobrinho”. Certos dias a vontade que eu tenho é de não me importar com crianças de rua, com cachorros, com a violência urbana, com a crise do senado ou com morte do Michael Jacksson. Tenho desejo de comprar coisas caras, morar em um luxuoso apartamento e ostentar riqueza custe o que custar, além de corresponder a todos os meus desejos, passando por cima dos meus valores morais, éticos e fazendo uso das pessoas para isso. Ser o “herói pobrinho”, as vezes cansa.
Imagine como é complicado para um pacifista, vegetariano, libertário e estudante de psicologia imaginar-se vilão. Sempre que meu vilão vem a tona, e penso em dar atenção aos meus valores construídos me sinto mal. É como se de alguma forma tentasse empurrar o vilão para o lugar mais escondido e sombrio que pudesse. E cada vez que tento sufocar a porção vilão, ela volta mais forte.
Ultimamente tenho aprendido a viver em harmonia com cada um desses personagens. E aprendendo (a passos lentos confesso) a fazer com que esses personagens interajam criando um roteiro ainda que conturbado e um pouco sem sentido. Herói, vilão, O tolo, o palhaço, o gênio, o macaquinho, todos eles fazem parte do filme, e precisam aparecer, e fazem a diferença no roteiro.
Por fim, me recordo de um outro VHS, chamado “O retorno de Jafar”, que é uma continuação do Filme Alladin. Que é quando o feiticeiro Jafar retorna ao filme em forma de gênio, já que no final do primeiro filme, ele é transformado em um gênio da lâmpada, por um pedido feito por ele, induzido pelo herói, na tentativa de trancafiá-lo na lâmpada e colocá-lo o mais longe possível da história. Nas palavras irônicas do próprio gênio, ele teria “Poderes cósmicos e fenomenais, dentro de uma lampadasinha”.
Pois é gênio não esqueça: Basta uma esfregadinha na lâmpada maravilhosa para que o vilão saia. E dessa vez com poderes tão fortes quanto os seus.
O que me faz pensar sobre o filme hoje, está um pouco distante do entretenimento das imagens dançantes que me faziam ficar parado no ápice dos meus 5 anos. Percebi que as vezes me vejo como cada personagem do filme. Um herói pobre como Aladim, um Gênio, como o Gênio da Lâmpada, um tolo como o Sultão, amalgamo entre o doce e o hostil como Jasmine, um macaco de circo, como Abu, e até um feiticeiro Vilão como Jafar. Causou-me estranheza, quando percebi o quanto é difícil se ver vilão. Ser o Herói, o sábio, o amigo, e até o tolo é confortável. Imaginar-se vilão causa-me um incomodo absurdo.
O vilão é sempre o personagem odiado. Quase sempre um narcisista, que não importa-se com os outros, e deseja tudo que há de melhor para ele. Usa todos os outros personagens, para a satisfação dos seus desejos. Detentor de um grande poder sobre o herói, seja por ser um feiticeiro, ou até mesmo ocupar um cargo social elevado na história.
Confesso. As vezes tenho desejo de vilania. Não ser vilão a ponto de querer o mal do outro. As trapaças e maldades que desejo, são contra a minha porção “herói pobrinho”. Certos dias a vontade que eu tenho é de não me importar com crianças de rua, com cachorros, com a violência urbana, com a crise do senado ou com morte do Michael Jacksson. Tenho desejo de comprar coisas caras, morar em um luxuoso apartamento e ostentar riqueza custe o que custar, além de corresponder a todos os meus desejos, passando por cima dos meus valores morais, éticos e fazendo uso das pessoas para isso. Ser o “herói pobrinho”, as vezes cansa.
Imagine como é complicado para um pacifista, vegetariano, libertário e estudante de psicologia imaginar-se vilão. Sempre que meu vilão vem a tona, e penso em dar atenção aos meus valores construídos me sinto mal. É como se de alguma forma tentasse empurrar o vilão para o lugar mais escondido e sombrio que pudesse. E cada vez que tento sufocar a porção vilão, ela volta mais forte.
Ultimamente tenho aprendido a viver em harmonia com cada um desses personagens. E aprendendo (a passos lentos confesso) a fazer com que esses personagens interajam criando um roteiro ainda que conturbado e um pouco sem sentido. Herói, vilão, O tolo, o palhaço, o gênio, o macaquinho, todos eles fazem parte do filme, e precisam aparecer, e fazem a diferença no roteiro.
Por fim, me recordo de um outro VHS, chamado “O retorno de Jafar”, que é uma continuação do Filme Alladin. Que é quando o feiticeiro Jafar retorna ao filme em forma de gênio, já que no final do primeiro filme, ele é transformado em um gênio da lâmpada, por um pedido feito por ele, induzido pelo herói, na tentativa de trancafiá-lo na lâmpada e colocá-lo o mais longe possível da história. Nas palavras irônicas do próprio gênio, ele teria “Poderes cósmicos e fenomenais, dentro de uma lampadasinha”.
Pois é gênio não esqueça: Basta uma esfregadinha na lâmpada maravilhosa para que o vilão saia. E dessa vez com poderes tão fortes quanto os seus.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Quando Deus é amor, os demônios se presentificam
Recebi um e-mail de um colega de faculdade. Não me recordo o que dizia, mas algo me chamou atenção. No corpo do e-mail falava-se que depois de Jesus ter apresentado Deus como amor no novo testamento, o demônio apareceu mais vezes. Achei interessante.
Eu que não sou bobo, resolvi perguntar ao deus da sociedade da informação se ele sabia algo sobre isso. Joguei no google e li muitas coisas, na maioria religiosas, sobre o assunto. Previsões de fim do mundo, convites para participar de cultos e contas bancarias para depósito do dizimo a parte, comecei a pensar em como isso é uma realidade nas nossas vidas. Quando deus é mal, tirano, perverso e vingativo, não precisa-se de demônio, o nosso próprio deus já faz o serviço completo. Mas quando damos voz de ordem ao amor e ele entre os sentimentos passa a ser nosso deus, ferrou. Os demônios ficam em polvorosa, os fantasmas surgem de todos os cantos,escutamos gritos e correntes que se arrastam dentro de nós e a vontade que temos muitas vezes é de chorar. Não tem jeito, a ira traz certezas já o amor dúvida. Se sentimos raiva de alguém, não temos questionamentos. Ele é um idiota, que não me merece e deve queimar no fogo por toda a eternidade. Assunto encerrado. Já quem ama nunca sabe de nada. Será que vai gostar do presente,da roupa, da minha voz, do rosbife da minha mãe, do meu cabelo, do criado mudo que herdei da minha avó? Como devo agir, pensar, caminhar, me vestir, dar comida aos cachorros? Um dilúvio de duvidas inunda nossos pensamentos e ações, e o pior, sem avisar antes para que possamos construir nossa arca e só sair quando a pombinha branca voltar com o ramo de oliveira no bico . O jeito é nadar mesmo.
Mistura-se prazer e desprazer de forma rápida e inesperada, e as vezes a sensação é parecida com aquela que sentimos quando nos perdemos da nossa mãe no meio da multidão no centro da cidade.
Bem, de duas uma. Ou amor não é um bom deus, ou ele é sagaz a ponto de liberar os demônios para que possamos pelejar com eles, como o Arcanjo Miguel e sua legião fizeram na batalha no Céu e expulsa-los de vez do nosso paraíso.
O bom disso tudo é que somos uma democracia, podemos dar o poder de governo ao sentimento que quisermos. E sem tempo determinado para cada um. Quando quem está no comando não nos agrada podemos pedir o impeachment sem precisar pintar a cara. Somos os donos do jogo.
Recomendo apenas cuidado para não permitir a tirania e a ditadura de um sentimento só. Vai que um deles é fidelista.
Eu que não sou bobo, resolvi perguntar ao deus da sociedade da informação se ele sabia algo sobre isso. Joguei no google e li muitas coisas, na maioria religiosas, sobre o assunto. Previsões de fim do mundo, convites para participar de cultos e contas bancarias para depósito do dizimo a parte, comecei a pensar em como isso é uma realidade nas nossas vidas. Quando deus é mal, tirano, perverso e vingativo, não precisa-se de demônio, o nosso próprio deus já faz o serviço completo. Mas quando damos voz de ordem ao amor e ele entre os sentimentos passa a ser nosso deus, ferrou. Os demônios ficam em polvorosa, os fantasmas surgem de todos os cantos,escutamos gritos e correntes que se arrastam dentro de nós e a vontade que temos muitas vezes é de chorar. Não tem jeito, a ira traz certezas já o amor dúvida. Se sentimos raiva de alguém, não temos questionamentos. Ele é um idiota, que não me merece e deve queimar no fogo por toda a eternidade. Assunto encerrado. Já quem ama nunca sabe de nada. Será que vai gostar do presente,da roupa, da minha voz, do rosbife da minha mãe, do meu cabelo, do criado mudo que herdei da minha avó? Como devo agir, pensar, caminhar, me vestir, dar comida aos cachorros? Um dilúvio de duvidas inunda nossos pensamentos e ações, e o pior, sem avisar antes para que possamos construir nossa arca e só sair quando a pombinha branca voltar com o ramo de oliveira no bico . O jeito é nadar mesmo.
Mistura-se prazer e desprazer de forma rápida e inesperada, e as vezes a sensação é parecida com aquela que sentimos quando nos perdemos da nossa mãe no meio da multidão no centro da cidade.
Bem, de duas uma. Ou amor não é um bom deus, ou ele é sagaz a ponto de liberar os demônios para que possamos pelejar com eles, como o Arcanjo Miguel e sua legião fizeram na batalha no Céu e expulsa-los de vez do nosso paraíso.
O bom disso tudo é que somos uma democracia, podemos dar o poder de governo ao sentimento que quisermos. E sem tempo determinado para cada um. Quando quem está no comando não nos agrada podemos pedir o impeachment sem precisar pintar a cara. Somos os donos do jogo.
Recomendo apenas cuidado para não permitir a tirania e a ditadura de um sentimento só. Vai que um deles é fidelista.
Quem ama faz.
Quem ama não trai. O único amor verdadeiro é o de mãe. Amor verdadeiro nunca acaba se acabou é porque não era amor.
De médico, louco, e Phd em assuntos sentimentais todo mundo tem um pouco. Ao nosso redor as pessoas têm 1001 certezas sobre o amor, basta alguém estar em duvida que logo resolvem como uma equação matemática os seus problemas.
O namorado da sua amiga está traindo ela com uma loira ridícula. Sua amiga te conta aos prantos essa descoberta, e diz “mas ele disse que me ama”, o diagnostico vem sem pestanejar “não seja boba menina, quem ama não trai”.
Todo mundo sabe tudo sobre o amor. Dos outros. Quando o amor é nosso complica tudo, e de tanto que agente não sabe sobre o amor agente cria certezas só para nos manter mais seguros diante do monstro que não dominamos.
Acho que o erro está exatamente porque queremos do amor o final. Primeiro agente se conhece, depois eu gosto de você, depois construímos confiança, até chegarmos ao amor, e uma vez encontrado estamos na perfeição e gozaremos de uma vida maravilhosa longe de qualquer problema. Um amor quase nirvana, inatingível, um amor topo do everest. Não. O amor de fato não é isso. O amor deve ser inicio. Inicio de qualquer relação, projeto, pensamento. O amor deve ser empregado diante de qualquer situação. Não digo do amor romântico, e sim do amor biológico, o amor necessário para que tudo comece. Deve ser início, é o acolhimento de uma idéia, é sentir-se parte daquilo que se deseja, ele é nosso e ninguém tasca, deve partir da gente e nunca esperar que ele surja como mágica do ¹“mágico mc”. O amor é mágico, mas não é mágica.
Por tanto, amor de mãe, de pai, de filho, de marido traído, de sogra, de professora mal amada ou seja lá de onde vier, não deve ser esperado, deve ser sentido. Amor não é o final, e com amor que se começa.
De médico, louco, e Phd em assuntos sentimentais todo mundo tem um pouco. Ao nosso redor as pessoas têm 1001 certezas sobre o amor, basta alguém estar em duvida que logo resolvem como uma equação matemática os seus problemas.
O namorado da sua amiga está traindo ela com uma loira ridícula. Sua amiga te conta aos prantos essa descoberta, e diz “mas ele disse que me ama”, o diagnostico vem sem pestanejar “não seja boba menina, quem ama não trai”.
Todo mundo sabe tudo sobre o amor. Dos outros. Quando o amor é nosso complica tudo, e de tanto que agente não sabe sobre o amor agente cria certezas só para nos manter mais seguros diante do monstro que não dominamos.
Acho que o erro está exatamente porque queremos do amor o final. Primeiro agente se conhece, depois eu gosto de você, depois construímos confiança, até chegarmos ao amor, e uma vez encontrado estamos na perfeição e gozaremos de uma vida maravilhosa longe de qualquer problema. Um amor quase nirvana, inatingível, um amor topo do everest. Não. O amor de fato não é isso. O amor deve ser inicio. Inicio de qualquer relação, projeto, pensamento. O amor deve ser empregado diante de qualquer situação. Não digo do amor romântico, e sim do amor biológico, o amor necessário para que tudo comece. Deve ser início, é o acolhimento de uma idéia, é sentir-se parte daquilo que se deseja, ele é nosso e ninguém tasca, deve partir da gente e nunca esperar que ele surja como mágica do ¹“mágico mc”. O amor é mágico, mas não é mágica.
Por tanto, amor de mãe, de pai, de filho, de marido traído, de sogra, de professora mal amada ou seja lá de onde vier, não deve ser esperado, deve ser sentido. Amor não é o final, e com amor que se começa.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
[...] E se desculpa por sexo virtual
Ler portais jornalísticos é um hobby. Noticias aleatórias que de tão repetitivas não exigem tanto da minha atenção. Porém uma noticia me fez pensar . O Titulo era “Em alta, Elano revela plano para Copa e se desculpa por sexo virtual”. A nota falava sobre uma entrevista que o jogador Elano concedeu ao sitio Universo on-line, onde fala de sua vida como esportista na Europa e se desculpa por ter feito sexo virtual com uma personagem da internet, que gravava os vídeos e disponibilizava-os .
“Em alta, Elano revela plano para Copa e se desculpa por sexo virtual”, ao ler isto senti um estranhamento. Que ele tem planos para a copa, O.k, não me causa nenhum tipo de sentimento. Na verdade não sei muito bem quem é Elano. Porém a parte “[...]e se desculpa por sexo virtual”, foi a que me causou maior incomodo. Logo me indaguei: Desculpas para quem? Não. Eu não consigo imaginar uma pessoa me parando na rua e falando : “Oi tudo bem? Eu queria muito me desculpar com você porque ontem eu fiz sexo”. Imagine a quantidade de desculpas diárias que seriamos obrigados a ouvir? Imagine então a sua avó pedindo desculpas por isso. Prefiro não fazer parte desse constrangedor dialogo.
Se é certo ou errado essa pessoa divulgar as imagens na rede eu não sei. No mínimo falta de respeito e reflexo do grande “boom” de perca de confiança e invasão de privacidade. O que não pode acontecer é alguém acreditar que precisa pedir desculpas por ter feito sexo ainda que virtual. Se alguém merece desculpas é o próprio atleta que teve uma imagem intima divulgada.
Muitas pessoas poderão dizer “ ele é casado”. Sim e eu com isso? dependendo do acordo entre ele e sua companheira, as desculpas devem ser pedidas a ela, e não a mim como publico. Não me sinto ofendido com as praticas sexuais das pessoas. Sexo é humano, e todos de alguma forma suprirão seus desejos.
Noticias como essa, só me fazem perceber que a sociedade estranha, onde vende-se o corpo, e pede-se desculpas por praticar sexo. Será que porque a exibição involuntária do rapaz foi gratuita, ele sentiu-se no dever de pedir desculpas? (Nunca vi uma capa da playboy pedir desculpas publicas). Até os desejos humanos devem seguir o modelo capitalista e estar vinculado ao dinheiro? Não sei. Me parece que cada vez mais estamos virtualizando e individualizando nossos desejos.
Portanto cuidado com quem você escolhe para dividir seus momentos de intimidade. Enquanto no mundo real temos a AIDS e as DSTs, no virtual temos pessoas prontas para fazer esse tipo de coisas, se não for problema assumir esses risco tudo bem, porém se você achar que depois terá que pedir desculpas pelo erro de ser humano, previna-se.
“Em alta, Elano revela plano para Copa e se desculpa por sexo virtual”, ao ler isto senti um estranhamento. Que ele tem planos para a copa, O.k, não me causa nenhum tipo de sentimento. Na verdade não sei muito bem quem é Elano. Porém a parte “[...]e se desculpa por sexo virtual”, foi a que me causou maior incomodo. Logo me indaguei: Desculpas para quem? Não. Eu não consigo imaginar uma pessoa me parando na rua e falando : “Oi tudo bem? Eu queria muito me desculpar com você porque ontem eu fiz sexo”. Imagine a quantidade de desculpas diárias que seriamos obrigados a ouvir? Imagine então a sua avó pedindo desculpas por isso. Prefiro não fazer parte desse constrangedor dialogo.
Se é certo ou errado essa pessoa divulgar as imagens na rede eu não sei. No mínimo falta de respeito e reflexo do grande “boom” de perca de confiança e invasão de privacidade. O que não pode acontecer é alguém acreditar que precisa pedir desculpas por ter feito sexo ainda que virtual. Se alguém merece desculpas é o próprio atleta que teve uma imagem intima divulgada.
Muitas pessoas poderão dizer “ ele é casado”. Sim e eu com isso? dependendo do acordo entre ele e sua companheira, as desculpas devem ser pedidas a ela, e não a mim como publico. Não me sinto ofendido com as praticas sexuais das pessoas. Sexo é humano, e todos de alguma forma suprirão seus desejos.
Noticias como essa, só me fazem perceber que a sociedade estranha, onde vende-se o corpo, e pede-se desculpas por praticar sexo. Será que porque a exibição involuntária do rapaz foi gratuita, ele sentiu-se no dever de pedir desculpas? (Nunca vi uma capa da playboy pedir desculpas publicas). Até os desejos humanos devem seguir o modelo capitalista e estar vinculado ao dinheiro? Não sei. Me parece que cada vez mais estamos virtualizando e individualizando nossos desejos.
Portanto cuidado com quem você escolhe para dividir seus momentos de intimidade. Enquanto no mundo real temos a AIDS e as DSTs, no virtual temos pessoas prontas para fazer esse tipo de coisas, se não for problema assumir esses risco tudo bem, porém se você achar que depois terá que pedir desculpas pelo erro de ser humano, previna-se.
terça-feira, 12 de maio de 2009
O que vocês são?
O titulo do texto já deve ter sido ouvido ou proferido por você. A pergunta é disparada como uma flecha. Ao invés da dor que o real objeto causaria, sentimos a angustia de não sabermos a resposta.
Você gosta e esta feliz. Mas quem são vocês? São namorados, amantes, amigos, loucos? Você não sabe responder.
Existem alguns títulos sociais aos quais você pode assumir: namorado, amante, amigo. Ou até os novos: Peguete, peguete fixo ( quase que uma evolução do peguete), relacionamento aberto, ficante. Entre uma serie de outros nomes, títulos e alcunhas que foram inventadas por alguém que não foi você.
E quando o seu relacionamento não cabe em nenhum desses títulos. O que vocês são? Eu responderia que são dois envolvidos na grande angustia de não ser nada que as pessoas entendam, e na grande alegria de não precisar ser nada, além de pessoas que se amam.
Nunca achei legal essa mania de ter que classificar tudo . Como fazer para normatizar sentimentos? Amor + ver duas vezes por semana + Não olhar outras mulheres na rua = Namoro. Ou Beijar de olhos fechados + lembrar dele quando toca aquela música + sentir atração pelo ator da malhação = Peguete fixo. Não. Relacionamentos não são exatos e não se tratam de equações matemáticas. Relacionar-se é somente a mais profunda instancia de ser humano. Até porque o que seriam os humanos sem os outros?
Pegar um relacionamento e tentar enfiar-se nele, parece-me desgastante. Adequar-se a regras, só para poder ter um título para dar ao seu relacionamento, é pura acomodação e falta de criatividade. Relacionamentos são construídos por você e o outro, e não tem como se fugir a esta única regra, ou será que todos os namoros são iguais? Todas as amizades? Todos os casamentos?
Porém quando aquela sua tia chata ver você com aquele seu relacionamento que você não sabe bem ao certo onde encaixá-lo nas escalas e títulos sociais, diga que é seu namorado e se precisar diga depois que não deu certo. Com certeza será muito mais chato explicar pra ela que as relações não precisam ser denominadas.
Você gosta e esta feliz. Mas quem são vocês? São namorados, amantes, amigos, loucos? Você não sabe responder.
Existem alguns títulos sociais aos quais você pode assumir: namorado, amante, amigo. Ou até os novos: Peguete, peguete fixo ( quase que uma evolução do peguete), relacionamento aberto, ficante. Entre uma serie de outros nomes, títulos e alcunhas que foram inventadas por alguém que não foi você.
E quando o seu relacionamento não cabe em nenhum desses títulos. O que vocês são? Eu responderia que são dois envolvidos na grande angustia de não ser nada que as pessoas entendam, e na grande alegria de não precisar ser nada, além de pessoas que se amam.
Nunca achei legal essa mania de ter que classificar tudo . Como fazer para normatizar sentimentos? Amor + ver duas vezes por semana + Não olhar outras mulheres na rua = Namoro. Ou Beijar de olhos fechados + lembrar dele quando toca aquela música + sentir atração pelo ator da malhação = Peguete fixo. Não. Relacionamentos não são exatos e não se tratam de equações matemáticas. Relacionar-se é somente a mais profunda instancia de ser humano. Até porque o que seriam os humanos sem os outros?
Pegar um relacionamento e tentar enfiar-se nele, parece-me desgastante. Adequar-se a regras, só para poder ter um título para dar ao seu relacionamento, é pura acomodação e falta de criatividade. Relacionamentos são construídos por você e o outro, e não tem como se fugir a esta única regra, ou será que todos os namoros são iguais? Todas as amizades? Todos os casamentos?
Porém quando aquela sua tia chata ver você com aquele seu relacionamento que você não sabe bem ao certo onde encaixá-lo nas escalas e títulos sociais, diga que é seu namorado e se precisar diga depois que não deu certo. Com certeza será muito mais chato explicar pra ela que as relações não precisam ser denominadas.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Porque quem gosta de maçã
“Se esse amor ficar entre nós dois vai ser tão pobre amor vai se gastar”. Assim como o poeta Raul seixas na Letra de “ A Maçã”, atualmente muitos casais procuram no chamado relacionamento aberto a resolução dos seus problemas conjugais. Segundo a comunidade no orkut sobre tema Relacionamento aberto é “Uma relação afetiva estável em que relações extraconjugais não são consideradas traição ou infidelidade” ou seja você e seu companheiro ou companheira dividem uma relação conjugal com tudo a que ela tem direito, e quando a um dos dois interessar pode-se sair sozinho, conhecer novas pessoas, beijar e até fazer sexo com outro que não seja o seu companheiro.
“Amor só dura em liberdade o ciúme é só vaidade sofro, mas eu vou te libertar”, esse é um dos maiores problemas desse tipo de relacionamento, não são todas as pessoas que possuem maturidade para suportar os sentimentos que surgem ao saber que seu parceiro(a), além de dividir com você, divide com outros(a) as intimidades sexuais, os beijos, além das duvidas que podem surgir em relação as suas performances sexuais em comparação com os outros parceiros.
Os relacionamentos não são como receita, não existem formas certas ou erradas de relacionar-se.
E você o que tem a falar sobre as formas de relacionar-se?
“Amor só dura em liberdade o ciúme é só vaidade sofro, mas eu vou te libertar”, esse é um dos maiores problemas desse tipo de relacionamento, não são todas as pessoas que possuem maturidade para suportar os sentimentos que surgem ao saber que seu parceiro(a), além de dividir com você, divide com outros(a) as intimidades sexuais, os beijos, além das duvidas que podem surgir em relação as suas performances sexuais em comparação com os outros parceiros.
Os relacionamentos não são como receita, não existem formas certas ou erradas de relacionar-se.
E você o que tem a falar sobre as formas de relacionar-se?
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