Gente idosa tem mania de guardar coisas em um comodo dizendo que um dia podem precisar, criando um lugar cheio de quinquilharias e obstruindo um espaço que poderia ser melhor aproveitado com coisas novas. Arrisco-me a dizer que reproduzem o que aprendemos na vida. Guardar o maior número de idéias possíveis, ainda que nunca precisemos delas, ainda que essas idéias sejam disfuncionais.
No longo caminho da minha casa até a praia, conversava com um amigo estudante de pedagogia sobre aprendizagem, educação e todas essas coisas que permeiam o papo entre estudantes de humanas. Lá pelas tantas quando falávamos da importância de aprender a viver me veio como insight a seguinte idéia: “Para viver nem sempre é preciso aprender, por vezes precisamos desaprender”
Já repararam a quantidade de coisas que carregamos sem saber o porque? A quantidade de valores morais, de certezas, de pré julgamentos que fazem nossa vida se tornar mais pesada e desprazerosa. Por mais que agente saiba disso é difícil se desfazer de algumas coisas que fizeram parte em algum momento da nossa história, tanto objetos físicos, quanto idéias.
Quando crianças os nossos valores, são os valores da nossa família, além dos valores culturais e do meio. Quando adolescemos deveríamos revisitar esses valores e ficar somente com os que nos serão necessários a partir daquele momento, para que continuemos vivendo.E sempre que tivermos oportunidade revisitarmos esse “quartinho” a fim de não permitirmos o acumulo de tranqueiras. Mas não é isso que acontece. Parece que quanto mias agente vive, mais agente vai ficando pesado, e mais idéias desnecessárias vamos agregando aos nossos valores.
Por isso é importante repensar nosos valores todos sempre, julgando menos e refletindo mais. A não ser que pareça ser confortável para você ter “espírito de velho”.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Só chorar
Covardia é o que fazem com o choro durante a nossa vida. Quando nascemos é a única coisa que agente sabe fazer. E quanto mais velho agente vai ficando mais errado é. Até chegar a um ponto onde já não conseguimos mais. Parece que ele fica entalado na garganta e é mais fácil morrer de infarto a chorar.
Dia desses uma amiga , sem nenhum motivo aparente, desabou em lagrimas. Todos que estavam próximos pediram para que eu fosse “acudi-la” e ver o porque de tanto choro. Me neguei de ínicio porque não vejo no choro algo ruim, porém a pressão das pessoas a minha volta que me condenavam de amigo desalmado me fez ir ao encontro dela. Chegando lá constatei o que eu já sabia desde o ínicio. Ela continuara e pouco importava a minha presença. Ela só queria chorar. Outras pessoas chegaram e disseram “Pare de chorar, você é tão bonita...” Entre outros blá blá blá. Eu como não me importo com o fim do choro de nignuem dei as costas e voltei ao meu lugar de origem. Mania chata de querer parar o choro alheio a todo custo.
Tudo que agente expressa é válido. Somos humanos, e é tão somente isso que somos. Humanidade esta cheia de possibilidades de expressão e tolir alguma delas é idiotice.
Não estou aqui fazendo apologia a tristeza e nem devemos chorar todo tempo, assim como nada deve ser feito o tempo todo. Mas chorar é tão expressão humana quanto sorrir.
Por isso da próxima vez que mandarem você parar de chorar, faça como minha amiga. Ignore e prossiga. Só você sabe a hora do fim.
Dia desses uma amiga , sem nenhum motivo aparente, desabou em lagrimas. Todos que estavam próximos pediram para que eu fosse “acudi-la” e ver o porque de tanto choro. Me neguei de ínicio porque não vejo no choro algo ruim, porém a pressão das pessoas a minha volta que me condenavam de amigo desalmado me fez ir ao encontro dela. Chegando lá constatei o que eu já sabia desde o ínicio. Ela continuara e pouco importava a minha presença. Ela só queria chorar. Outras pessoas chegaram e disseram “Pare de chorar, você é tão bonita...” Entre outros blá blá blá. Eu como não me importo com o fim do choro de nignuem dei as costas e voltei ao meu lugar de origem. Mania chata de querer parar o choro alheio a todo custo.
Tudo que agente expressa é válido. Somos humanos, e é tão somente isso que somos. Humanidade esta cheia de possibilidades de expressão e tolir alguma delas é idiotice.
Não estou aqui fazendo apologia a tristeza e nem devemos chorar todo tempo, assim como nada deve ser feito o tempo todo. Mas chorar é tão expressão humana quanto sorrir.
Por isso da próxima vez que mandarem você parar de chorar, faça como minha amiga. Ignore e prossiga. Só você sabe a hora do fim.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Entre eu e os meus espiritos
Em questão de religião sou filho da típica família brasileira. Pede-se ajuda a todo mundo quando a coisa aperta e depois não sabe se agradece, a Buda, Maomé, ou a Geová. Por isso já tive contato com muitas religiões, Cristãs, espíritas e espiritualistas.
Nunca fui dado a macumba. Sempre tive maior respeito a todas as formas de expressão religiosa e inclusive já visitei terreiros de mesa branca, azul, vermelha, multicoloridas mas nunca fui muito familiarizado com o espiritualismo afro brasileiro. Porém acho que esse tipo de coisa é genética, pelo menos para mim, que mesmo não sendo médium tenho sempre uma entidade desconhecida querendo usar do corpo.
Não sei se o mesmo acontece com vocês. Sempre me vejo as voltas com pensamentos e sensações que não são bem as que eu gostaria de ter. Desejos estranhos que não condizem com o que eu realmente penso naquela situação. As vezes tenho vontade de beber e de fumar, de esbofetear alguém que me irrita, de fazer sexo sem parar com toda sorte de gente, de imaginar como seriam pessoas sem o menor atrativo sexual nuas, de comprar um pacote de jujubas coloridas e comer sozinho, de parar tudo e ir morar na beira do mar, de me integrar a natureza, de desejar o mal a todos, de desejar o bem a todos, de trocar de carreira.
Identifico em cada desejo louco, dentre os deuses e deusas das muitas religiões, dentre estas o espiritualismo africano. Os Eres, Exus, caboclos, orixás e santos, sempre apresentam algumas dessas particularidades, que se presentificam nessas situações. Esses espíritos obicessores parecem querer tomar meu corpo e realizar o desejo que não é meu. Ou será que sou quem realmente desejo e não aceito?
Na verdade acredito que cada um de nós é templo de toda sorte de espíritos. Sejam eles maus, bons, perversos, homens, mulheres, crianças, santos, pagãos. A questão é que somos nós os pais de santo do nosso terreiro e cada espírito deve se manifestar na hora que for mais conveniente para nós. Por isso recomendo muita cautela para escolher as nossas facetas “espirituais”.
Eis então algo de bom de ser brasileiro. Pela nossa pluralidade cultural, temos um maior numero de santos para se fazer manifestar quando nos for conveniente. Inclusive o espírito da ironia.
Nunca fui dado a macumba. Sempre tive maior respeito a todas as formas de expressão religiosa e inclusive já visitei terreiros de mesa branca, azul, vermelha, multicoloridas mas nunca fui muito familiarizado com o espiritualismo afro brasileiro. Porém acho que esse tipo de coisa é genética, pelo menos para mim, que mesmo não sendo médium tenho sempre uma entidade desconhecida querendo usar do corpo.
Não sei se o mesmo acontece com vocês. Sempre me vejo as voltas com pensamentos e sensações que não são bem as que eu gostaria de ter. Desejos estranhos que não condizem com o que eu realmente penso naquela situação. As vezes tenho vontade de beber e de fumar, de esbofetear alguém que me irrita, de fazer sexo sem parar com toda sorte de gente, de imaginar como seriam pessoas sem o menor atrativo sexual nuas, de comprar um pacote de jujubas coloridas e comer sozinho, de parar tudo e ir morar na beira do mar, de me integrar a natureza, de desejar o mal a todos, de desejar o bem a todos, de trocar de carreira.
Identifico em cada desejo louco, dentre os deuses e deusas das muitas religiões, dentre estas o espiritualismo africano. Os Eres, Exus, caboclos, orixás e santos, sempre apresentam algumas dessas particularidades, que se presentificam nessas situações. Esses espíritos obicessores parecem querer tomar meu corpo e realizar o desejo que não é meu. Ou será que sou quem realmente desejo e não aceito?
Na verdade acredito que cada um de nós é templo de toda sorte de espíritos. Sejam eles maus, bons, perversos, homens, mulheres, crianças, santos, pagãos. A questão é que somos nós os pais de santo do nosso terreiro e cada espírito deve se manifestar na hora que for mais conveniente para nós. Por isso recomendo muita cautela para escolher as nossas facetas “espirituais”.
Eis então algo de bom de ser brasileiro. Pela nossa pluralidade cultural, temos um maior numero de santos para se fazer manifestar quando nos for conveniente. Inclusive o espírito da ironia.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Um salve para a hipocrisia
Hipocrisia. É a palavra que define a demissão noticiada esta semana.Com o Título “Professora da Bahia é demitida após vídeo sensual cair na web, diz advogado”,
a nota fala sobre uma mulher que após ter um vídeo seu dançando postado na internet, foi convidada a sair da escola em que lecionava, porque os pais dos alunos sentiram-se constrangidos com as imagens.
Noticias como essas já não são novidade e não me causam espanto. Por duas vezes já comentei publicamente sobre questões parecidas. Uma delas no caso do Jogador Elano que pedia desculpas por praticas sexuais e no caso e um outro professor, que foi demitido por escrever poemas e contos eróticos . O que me causa espanto e me causará enquanto eu ler e ouvir noticias como essas é a hipocrisia em casos que de alguma forma envolvam sexo. Qual a dificuldade de entender que a sexualidade faz parte do humano? E que este será professor, padeiro, prostituta, freira ou qualquer outra profissão e a sexualidade fará parte dele. É inadmissível que as pessoas continuem a ser marginalizadas por expressar publicamente e em local adequado qualquer comportamento sexual.
O advento das maquinas, celulares, chaveiros, canetas, cortadores de unha que filmam, fotografam e fazem o diabo tornou-se o inferno astral do nosso século. Não tem um lugar que você vá que não tenha alguém com um bendito de um aparelho pronto para retirar um pedaço da sua privacidade. Esse não é o problema real. Que filmem e fotografem tudo. A questão está em saber que alguém possui sexualidade e envolvidos de um puritanismo hipócrita marginalizar o mesmo, como se nenhum dos que marginalizam possuíssem seus desejos e fantasias sexuais. Como se ser humano fosse errado. Tenho duvidas quanto a procedência dos filhos de quem se choca com a sexualidade alheia. Se os pais escandalizam-se com sexo, como conceberam então essas crianças? Ou será que o problema não está no sexo e sim em saberem que você também tem sexualidade.
Não estou para Pedro de Lara, logo não pretendo entrar numa de julgar se a dança que a professora fez é bonita ou vulgar. E se foi vulgar? As pessoas tem direito de serem vulgares onde isto lhes é permitido.
Por fim fica a indagação: Até quando o comportamento sexual das pessoas será parâmetro para imprimirmos julgamentos? Espero eu o dia em que o humano poderá ser somente humano e não serei obrigado a ler desculpas de jogadores de futebol, princesas, apresentadoras de TV, professoras, meretrizes, gogoboys por terem comportado-se como tal.
a nota fala sobre uma mulher que após ter um vídeo seu dançando postado na internet, foi convidada a sair da escola em que lecionava, porque os pais dos alunos sentiram-se constrangidos com as imagens.
Noticias como essas já não são novidade e não me causam espanto. Por duas vezes já comentei publicamente sobre questões parecidas. Uma delas no caso do Jogador Elano que pedia desculpas por praticas sexuais e no caso e um outro professor, que foi demitido por escrever poemas e contos eróticos . O que me causa espanto e me causará enquanto eu ler e ouvir noticias como essas é a hipocrisia em casos que de alguma forma envolvam sexo. Qual a dificuldade de entender que a sexualidade faz parte do humano? E que este será professor, padeiro, prostituta, freira ou qualquer outra profissão e a sexualidade fará parte dele. É inadmissível que as pessoas continuem a ser marginalizadas por expressar publicamente e em local adequado qualquer comportamento sexual.
O advento das maquinas, celulares, chaveiros, canetas, cortadores de unha que filmam, fotografam e fazem o diabo tornou-se o inferno astral do nosso século. Não tem um lugar que você vá que não tenha alguém com um bendito de um aparelho pronto para retirar um pedaço da sua privacidade. Esse não é o problema real. Que filmem e fotografem tudo. A questão está em saber que alguém possui sexualidade e envolvidos de um puritanismo hipócrita marginalizar o mesmo, como se nenhum dos que marginalizam possuíssem seus desejos e fantasias sexuais. Como se ser humano fosse errado. Tenho duvidas quanto a procedência dos filhos de quem se choca com a sexualidade alheia. Se os pais escandalizam-se com sexo, como conceberam então essas crianças? Ou será que o problema não está no sexo e sim em saberem que você também tem sexualidade.
Não estou para Pedro de Lara, logo não pretendo entrar numa de julgar se a dança que a professora fez é bonita ou vulgar. E se foi vulgar? As pessoas tem direito de serem vulgares onde isto lhes é permitido.
Por fim fica a indagação: Até quando o comportamento sexual das pessoas será parâmetro para imprimirmos julgamentos? Espero eu o dia em que o humano poderá ser somente humano e não serei obrigado a ler desculpas de jogadores de futebol, princesas, apresentadoras de TV, professoras, meretrizes, gogoboys por terem comportado-se como tal.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Sobre o que é problema meu
Venho percebendo como é difícil separar o que demanda de nós e o que demanda do outro. Talvez porque vivemos esse tipo de relação na infância com os adultos fazendo o que esperavam de nós para termos nossos desejos satisfeitos.
É complicado sairmos da visão infantil para uma visão mais individualizada, conseguindo compreender o que é nosso . Quantas vezes nos pegamos indo a um evento ao qual não queríamos ir, passando por situações que não gostaríamos de passar só para não frustrar o outro?
A Idéia megalomaníaca de que temos poder sobre os anseios do outro faz com que entremos numa paranóia de ter que fazer tudo para agradar o mundo para tê-lo a nosso favor.
Existem coisas que o outro exige de nós ainda que não expresse em palavras. A questão não está em percebemos o desejo do outro, é quando nos apropriamos desse desejo e passamos angustiantemente a querer suprir o que o outro deseja e que por questões obvias nunca vamos conseguir.
Não falo aqui de cortesia, que é algo louvável. Dar a sua contribuição para deixar o outro feliz é importantíssimo . Mas de fazer-se responsável por nutrir a vida de outras pessoas que não você de sentido é um tremendo desperdício de energia. E isso ocorre muitas vezes não por escolha nossa. Colocam você no meio de uma situação, como se você tivesse a obrigação de dar uma resposta para aquilo quando muita das vezes aquilo compete a ele mesmo.
Por fim, preocupe-se com a sua vida, nunca deixando de estar disposto a auxiliar o outro quando esse precisar, mas que as questões dele continuem sendo dele, e as suas continuem sendo suas.
É complicado sairmos da visão infantil para uma visão mais individualizada, conseguindo compreender o que é nosso . Quantas vezes nos pegamos indo a um evento ao qual não queríamos ir, passando por situações que não gostaríamos de passar só para não frustrar o outro?
A Idéia megalomaníaca de que temos poder sobre os anseios do outro faz com que entremos numa paranóia de ter que fazer tudo para agradar o mundo para tê-lo a nosso favor.
Existem coisas que o outro exige de nós ainda que não expresse em palavras. A questão não está em percebemos o desejo do outro, é quando nos apropriamos desse desejo e passamos angustiantemente a querer suprir o que o outro deseja e que por questões obvias nunca vamos conseguir.
Não falo aqui de cortesia, que é algo louvável. Dar a sua contribuição para deixar o outro feliz é importantíssimo . Mas de fazer-se responsável por nutrir a vida de outras pessoas que não você de sentido é um tremendo desperdício de energia. E isso ocorre muitas vezes não por escolha nossa. Colocam você no meio de uma situação, como se você tivesse a obrigação de dar uma resposta para aquilo quando muita das vezes aquilo compete a ele mesmo.
Por fim, preocupe-se com a sua vida, nunca deixando de estar disposto a auxiliar o outro quando esse precisar, mas que as questões dele continuem sendo dele, e as suas continuem sendo suas.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Ele está no meio de nós
Tive contato com algumas religiões. Umas por experiência direta, outras por leituras e conversas com meus amigos. Este tema sempre me agradou. Porém durante um bom tempo afastei-me porque algo no ambiente religioso me causava agonia. As músicas já não me agradavam, ir ao templo era cansativo, além de que a convivência com certas pessoas, ritos e algumas coisas que eram ditas era-me quase insuportável. Preferi entrar então em um estado de “latência religiosa.”
Atraído pelo título comecei a ler “Psicologia e Religião” de C G Jung. Não conseguia parar um só instante. Jung fala com clareza sobre a religião de forma empírica, sem fanatismo ou estar ligado a qualquer religião. É apenas um cientista estudando o fenômeno das religiões. A Leitura deste livro me acendeu a dúvida, o que considero fundamental para que possamos voltar ao nosso estado religioso. O estado religioso ao qual me refiro é o estado da dúvida e da ausência. Este não esta envolvido com qualquer religião e nem mesmo ao teismo ou o ateísmo. É apenas o estado humano de voltar-se para sí e verificar seus anseios e duvidas e não necessariamente respondê-las mas aprender a conviver com elas.
Após o termino da leitura percebi uma mudança de visão. Não é preciso estar envolvido em religião para que eu possa manter-me no estado reflexivo e pensante, sem o peso do racionalismo. É impossível ser humano e querer viver dentro de um racionalismo cartesiano. As coisas não são matematicamente explicáveis e nem precisam ser. É essa leveza do estado religioso que falta ao mundo.
A busca por respostas para tudo acaba nos tornando ansiosos, violentos e tendo que dar resposta ao universo e aos outros não nos permitindo sermos apenas humanos e viventes. Algumas pessoas podem ver-me ateu outras um teista ou espiritualista, ou até um confuso. A Única coisa que sei é que tratando-se de divindade cada um tem a(s) sua(s) e a(s) cultua da forma que bem entender. Engana-se quem crê que precisa-se ser teista para tal. A divindade está dentro de nós. A potência de criação assim como o poder de transformação é humano e nele está presentificado nossa parte divina. Se não exteriorizamos em um ser ou seres metafísicos, exteriorizamos em objetos, pessoas, e crenças.
Por fim, ainda que a religião seja visto por alguns como criação humana. Questiono-me : O que no mundo não é criação humana? As coisas e pessoas estão no mundo mas só passam a existir a partir da significação humana. Ou seja se Deus, religião ou qualquer outra coisa são criações humanas de forma alguma elas não existem. Enquanto o homem existir as outras coisas sempre existirão. Deus, não precisa existir, “ele está no meio de nós”.
Atraído pelo título comecei a ler “Psicologia e Religião” de C G Jung. Não conseguia parar um só instante. Jung fala com clareza sobre a religião de forma empírica, sem fanatismo ou estar ligado a qualquer religião. É apenas um cientista estudando o fenômeno das religiões. A Leitura deste livro me acendeu a dúvida, o que considero fundamental para que possamos voltar ao nosso estado religioso. O estado religioso ao qual me refiro é o estado da dúvida e da ausência. Este não esta envolvido com qualquer religião e nem mesmo ao teismo ou o ateísmo. É apenas o estado humano de voltar-se para sí e verificar seus anseios e duvidas e não necessariamente respondê-las mas aprender a conviver com elas.
Após o termino da leitura percebi uma mudança de visão. Não é preciso estar envolvido em religião para que eu possa manter-me no estado reflexivo e pensante, sem o peso do racionalismo. É impossível ser humano e querer viver dentro de um racionalismo cartesiano. As coisas não são matematicamente explicáveis e nem precisam ser. É essa leveza do estado religioso que falta ao mundo.
A busca por respostas para tudo acaba nos tornando ansiosos, violentos e tendo que dar resposta ao universo e aos outros não nos permitindo sermos apenas humanos e viventes. Algumas pessoas podem ver-me ateu outras um teista ou espiritualista, ou até um confuso. A Única coisa que sei é que tratando-se de divindade cada um tem a(s) sua(s) e a(s) cultua da forma que bem entender. Engana-se quem crê que precisa-se ser teista para tal. A divindade está dentro de nós. A potência de criação assim como o poder de transformação é humano e nele está presentificado nossa parte divina. Se não exteriorizamos em um ser ou seres metafísicos, exteriorizamos em objetos, pessoas, e crenças.
Por fim, ainda que a religião seja visto por alguns como criação humana. Questiono-me : O que no mundo não é criação humana? As coisas e pessoas estão no mundo mas só passam a existir a partir da significação humana. Ou seja se Deus, religião ou qualquer outra coisa são criações humanas de forma alguma elas não existem. Enquanto o homem existir as outras coisas sempre existirão. Deus, não precisa existir, “ele está no meio de nós”.
sábado, 1 de agosto de 2009
Mães, meteorologia, e intuição
A mãe diz: Vai chover meu filho, leve guarda chuva. Você não leva e chove. Deveria ter escutado minha mãe, pensa você.
Quem nunca passou por uma situação como esta?
Não sei se existe uma explicação cientifica para isso. Mas além da nossa mãe externa temos uma mãe interna. Uma voz que sopra ao nosso ouvido coisas que agente não quer ouvir e que no fim das contas era verdade. Isso Parece muito claro quando falamos de relacionamentos.
Parece que ficamos surdos e não queremos ouvir nossa intuição quando ela nos diz que “isso não vai dar certo”. Obvio, porque o que agente quer é que de certo. Queremos que as coisas funcionem da forma como desejamos e com isso temos dois trabalhos: O de não ouvir e o de quebrar a cara.
É importante ouvirmos a essa voz inconveniente e chata, que lembra aqueles personagens que sempre tentam guiar o Herói nos filmes infantis e tem como fala principal o incomodo bordão: “depois não diga que eu não avisei”.
Não devemos ser pessimistas. Devemos aprender a nos ouvir para que possamos colocar as situações de uma forma que nos favoreçam. Até que nossa vozinha amiga, nos diga: “ agora a coisa vai”. Nos temos o poder de mudar as situações nas quais nos encontramos, e fazer com que as probabilidades das coisas saírem como planejadas, até que nos sintamos confortáveis para seguirmos em frente, e alcançarmos os nossos objetivos, sejam nos relacionamentos ou em qualquer uma outra área da nossa vida. Em contra partida nossa mãe externa não tem poderes mágicos e não pode alterar a meteorologia a nosso favor. Por isso, se sua mãe recomendar, leve um guarda chuva. O Seguro morreu de velho.
Quem nunca passou por uma situação como esta?
Não sei se existe uma explicação cientifica para isso. Mas além da nossa mãe externa temos uma mãe interna. Uma voz que sopra ao nosso ouvido coisas que agente não quer ouvir e que no fim das contas era verdade. Isso Parece muito claro quando falamos de relacionamentos.
Parece que ficamos surdos e não queremos ouvir nossa intuição quando ela nos diz que “isso não vai dar certo”. Obvio, porque o que agente quer é que de certo. Queremos que as coisas funcionem da forma como desejamos e com isso temos dois trabalhos: O de não ouvir e o de quebrar a cara.
É importante ouvirmos a essa voz inconveniente e chata, que lembra aqueles personagens que sempre tentam guiar o Herói nos filmes infantis e tem como fala principal o incomodo bordão: “depois não diga que eu não avisei”.
Não devemos ser pessimistas. Devemos aprender a nos ouvir para que possamos colocar as situações de uma forma que nos favoreçam. Até que nossa vozinha amiga, nos diga: “ agora a coisa vai”. Nos temos o poder de mudar as situações nas quais nos encontramos, e fazer com que as probabilidades das coisas saírem como planejadas, até que nos sintamos confortáveis para seguirmos em frente, e alcançarmos os nossos objetivos, sejam nos relacionamentos ou em qualquer uma outra área da nossa vida. Em contra partida nossa mãe externa não tem poderes mágicos e não pode alterar a meteorologia a nosso favor. Por isso, se sua mãe recomendar, leve um guarda chuva. O Seguro morreu de velho.
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